sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O QUE A VIDA ME ENSINA

Se eu nada perdi
Como que vou encontrar?
Foi o que li do livro
Que o autor quis me endoidar
Vamos continuar lendo
Que ainda vou achar

Se uma guerra não é conflito
Ele diz que é um confronto
Conflito de uma família
Ao se deparar num encontro
O primeiro que chorar
Acabou a guerra e pronto

O livro fala que auditoria
É a caça ao culpado
De você julgar seu filho
Sem ao menos tê-lo escutado
Não conheço quem não apanhou
Que hoje não é um “caba” educado

Fala-se também da mudança de vida
Da nossa saudade ou nostalgia
Que em alguns anos atrás
Era parecido com melancolia
Hoje o povo chama de depressão
Tristeza profunda do dia a dia

A gente pode criar uma ponte
Ou talvez crie uma barreira
Você sempre procura agradar
O que aprendeu à sua maneira
Distinguir deficiente ou cego
Para o amigo é uma asneira

Concordar vem de “coração”
Discordar de “separação”
Acolher a discordância
É apenas uma posição
Cada um no seu quadrado
Respeitando a opinião

Cristo nunca foi apaixonado
Mas, sofreu na sua paixão
No transtorno que ele viveu
Num estado de ebulição
Que pode se transformar em amor
Se causar grande explosão

O que é amor à primeira vista?
Vamos à sua explicação:
um parecer um pouco ilógico,
sem nenhuma construção;
amor é produto da convivência”.
O resto é simples e pura paixão.

Erotizar nossa conduta
Comparando a sustentabilidade
Da vida nas múltiplas faces
Em um mundo sem banalidade
Protegendo a mãe natureza
Numa atitude de verdade

Eu posso até possuir algo
Mas jamais ser possuído
Por aquilo que me consome
Aí se perderia o sentido
Só cuidamos do que é nosso
O outro depois eu decido.

Se ser é ser percebido
E não percebido, não existe
Ou você descobre o outro
Ou logo, logo, desiste
Não vivamos no ostracismo
Da vida bela e não triste

Eu vivo em busca da excelência
Eu quando faço, eu supero
Li completo o dicionário
Entrei também para o clero
Quero salvar a humanidade
Tou sendo muito sincero

O medo que nos assusta
Mas sempre o que não se vê
A burguesia treme de medo
Pois tem muito o que perder
Com a classe proletária
É a cada dia o renascer.

Autoconhecimento não é evolução                     
Isto é mudança pra melhor
Darwin falava em transformação
Algumas inclusive para pior
O homem se achando dominador
Onde muitos acabam é só.

O que verdadeiro nós somos?
Numa sociedade animal
Máquinas de fazer sexo?
Para o homem tão natural
Mulher discutindo a relação
Leiam pra ver o final

Quando eu me sinto vivo
Me impregno de sonhar
De uma fagulha que se acende
Do sol que está sempre a brilhar
Se o paraíso era entedioso
Para que se imortalizar
  
Se o desejo só existe
Enquanto não é saciado
Quando você já realizou
Já se deixa ele de lado
O horizonte não existe pra chegar
Mas para o que foi caminhado

E assim eu li o livro:
E se eu não existisse
Que falta mesmo faria?
No cotidiano da vida
A questão que contagia
Encontrar razões para viver
Com muito amor e alegria



                                                           ASSIMEURESUMIOQUELIESEEUFOSSEVOCENEMLIAMAISDEGILMAREM230816

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